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2026
BRASIL – “Em Niterói, o amor venceu o medo”: escola de samba que homenageou Lula divulga nota sobre desfile
A Acadêmicos de Niterói divulgou nota oficial na qual agradeceu à comunidade e afirmou que o desfile “só foi possível graças à força do povo, à união dos nossos componentes e ao amor de quem nunca deixou essa escola caminhar sozinha”. No texto, a escola afirma ter sofrido ataques políticos durante o processo de preparação do desfile que homenageou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo o comunicado, houve tentativas de interferência na autonomia artística da escola, e a agremiação fechou a mensagem dizendo que “em Niterói, o amor venceu o medo”.
A manifestação foi publicada após a apresentação na Marquês de Sapucaí, no domingo (15). O desfile abriu as atrações do Grupo Especial do carnaval do Rio de Janeiro e teve como eixo narrativo a trajetória política e pessoal do presidente Lula. O enredo trouxe referências ao Partido dos Trabalhadores e menções a Jair Bolsonaro (PL) e Michel Temer (MDB), gerando repercussão política imediata, especialmente entre setores ligados ao bolsonarismo.
Conforme a escola, também houve tentativas de alteração do enredo “Do alto do Mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil” e questionamentos sobre a letra do samba. Durante a encenação, o ator e humorista Paulo Vieira interpretou Lula, que acompanhou a apresentação em camarote e desceu à avenida durante o desfile.
O documento diz que houve “tentativas de interferência direta na nossa autonomia artística” e também afirma que a escola “não se curvou” diante das pressões. A Acadêmicos de Niterói também cita preocupações sobre o julgamento do desfile, mencionando o histórico do carnaval. A escola afirma esperar avaliação “justa, técnica e transparente”.
Nota oficial da Acadêmicos de Niterói
“A Acadêmicos de Niterói começa essa mensagem agradecendo, de coração aberto, à sua comunidade. O que vivemos na Avenida só foi possível graças à força do povo, à união dos nossos componentes e ao amor de quem nunca deixou essa escola caminhar sozinha.
Mas é preciso dizer a verdade.
Durante todo o processo carnavalesco, a nossa agremiação foi perseguida. Sofremos ataques políticos, enfrentamos setores conservadores e, de forma ainda mais grave, lidamos com perseguições vindas de gestores do próprio Carnaval Carioca. Houve tentativas de interferência direta na nossa autonomia artística, com pedidos de mudança de enredo, questionamentos sobre a letra do samba e outras ações que buscaram nos enquadrar e nos silenciar.
Não conseguiram.
Fonte: Brasil 247
Postado por Bené Fernandes







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