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2026
BRASIL – Organizações sociais criticam derrubada de veto ao PL da Dosimetria, que protege bandidos. Veja quem votou a favor dessa aberração.
Organizações da sociedade civil manifestaram repúdio à derrubada de veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao projeto de lei (PL) da Dosimetria, que reduz a pena dos condenados por tentativa de golpe de Estado ligados ao 8 de janeiro de 2023. O veto foi derrubado nesta quinta-feira (30) pelo Congresso Nacional. 

Para as entidades, a medida representa um “grave e histórico retrocesso institucional”, naturaliza a violência e é um risco de impunidade em caso de repetição de ataques golpistas no futuro.
A nota da coalizão Pacto pela Democracia é assinada por mais de 20 organizações, aponta que a derrubada do veto pode ser vista como uma forma de relativizar ataques frontais ao regime democrático e substituir a soberania popular por projetos autoritários.
Segundo a nota, a derrubada fragiliza “o caminho que vinha sendo construído para a devida responsabilização daqueles que atentaram contra a ordem constitucional democrática no país, no contexto da tentativa de golpe de Estado após as últimas eleições presidenciais.”
O texto, assinado por organizações como o Instituto Vladimir Herzog, Instituto Marielle Franco e a Transparência Eleitoral Brasil, destaca ainda que a medida não promove pacificação e que setores do parlamento que votaram pela derrubada do veto abdicam do papel de guardiões constitucionais, nem atuam no sentido de “corrigir excessos”.
“Na prática, trata-se de um movimento que, além de não contar com respaldo popular nem sólido fundamento constitucional, reabre espaço para a naturalização da violência política contra a democracia e enfraquece a construção da memória coletiva sobre um dos episódios mais graves da história republicana recente”, diz o documento.
As organizações alertam ainda que reduzir a gravidade desses fatos por meio da revisão de penas significa reescrever a história em favor da impunidade. O documento diz que o debate sobre a flexibilização de penas exige cautela e reflexão responsáveis, principalmente por seus possíveis efeitos em outros âmbitos do sistema penal.
“No 8 de janeiro, o povo brasileiro assistiu, atônito, ao vandalismo e ao ódio dirigidos às sedes dos Três Poderes por aqueles que buscavam desacreditar o resultado das eleições e substituir a soberania popular por um projeto autoritário; a perplexidade coletiva não foi apenas reação à violência, mas o reconhecimento imediato de um ataque frontal ao regime democrático”, diz a nota.
“Ficou evidente que não se tratava de mero vandalismo, mas da expressão organizada de uma trama que visava deslegitimar o processo eleitoral e instaurar, pela força e pelo caos, uma ruptura institucional”, diz o documento.
O texto afirma ainda que a derrubada do veto ao PL abre brechas concretas para a repetição desses ataques no futuro.
“A democracia não se sustenta apenas por eleições periódicas, mas pela capacidade de reconhecer seus traumas, responsabilizar seus agressores e impedir que a violência golpista seja incorporada à normalidade institucional. A derrubada deste veto caminha no sentido da normalização da violência”, diz a nota.
DO CEARÁ – CONFIRA OS PARLAMENTARES QUE FORAM A FAVOR DESSA ABERRAÇÃO:
NA CÂMARA FEDERAL.
AJ Albuquerque (PP) – Filho do Zezinho Albuquerque(Massapê).
André Fernandes (PL) – Bolsonarista raiz
Danilo Forte (PP) – O sério??… Bolsonarista declarado.
Dr. Jaziel (PL) – Pastor evangélico, que ajudou a derrubar o Messias, evangélico fervoroso, indicado pelo Lula para o STF.
Luiz Gastão (PSD) – Apoio do SESC -CE; Presidente da Frente Parlamentar Católica; (Só Jesus na causa!!).
Matheus Noronha (PL) – Sem futuro.
Vanderlan Alves (Solidariedade) – Substituto da Fernanda Pessoa. (Sem futuro)
NO SENADO.
Eduardo Girão (Novo) – Bolsonarista raiz.
Senador Cid Gomes – Não votou – Fugiu do compromisso.
Fonte: Agencia Brasil/Sobral Agora
Postado por Bené Fernandes







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