jan
7
2018

CEARÁ – DEBATE: Segurança pública. Federalizar combate à violência é solução?

Desde o início do ano passado, governadores do Nordeste têm pressionado o governo Michel Temer por maior participação da União na questão da segurança pública. Na última quinta-feira, chefes do Executivo de outros sede estados também lançaram manifesto no mesmo sentido.

Antigo no País, o debate sobre federalização da segurança deve voltar com tudo na eleição deste ano. Segundo a Constituição Federal, é de competência dos estados brasileiros a coordenação das policias militares, responsáveis pelo policiamento ostensivo e pela “preservação da ordem pública”.

O mesmo texto, no entanto, prevê responsabilidade da União em manter a polícia federal, que deve proteger fronteiras do país e combater a entrada ilegal de armamentos e do tráfico de drogas no país. Para defensores de maior participação da União na segurança, no entanto, o Planalto tem “lavado as mãos” dessa responsabilidade.

“O Ceará não produz crack, não produz armamento, então, no momento em que essa droga chega e amplia a violência, não vai ser só o Estado o responsável por isso”, diz o presidente do PT do Ceará, De Assis Diniz.

“A federalização é fundamental para colocar dentro do debate a parcela de responsabilidade do governo federal. Até porque, quando estoura a crise, ele manda a Força Nacional como se fosse uma solução. Então tem que se discutir isso de forma ampla, para determinar o que cada um deve fazer para garantir a segurança”, diz.

Para o deputado Heitor Férrer (PSB), no entanto, a questão soa mais como “estratégia” para diminuir peso da ineficiência do governo estadual no combate à violência. “Você, quando assume o governo, tem ônus e bônus. Não pode agora, depois de eleito, ficar tentando transferir culpa e responsabilidade”, diz.

Ele afirma, por exemplo, que o governo não tem cumprido promessas de campanha e tem se dedicado apenas a ampliar presença policial nas ruas, o que não resolveria o problema. “Quando se grita pela polícia, é porque tudo mais falhou. É tratar os sintomas, mas não a febre”.

As cartas na manga

O governo tenta trazer o Planalto para o debate

Desde que índices começaram a piorar, Camilo articula movimento que cobra maior participação do governo Temer na questão da segurança. Eles cobram sobretudo a criação de um plano nacional de segurança, bem como o reforço na proteção de fronteiras para entrada de drogas e armas.

Pacificar” PM

Governo garantiu vitórias para agentes da segurança

Após anos de relações tensas entre policiais militares e governo na gestão Cid Gomes, Camilo investiu em melhorar sua imagem com a tropa. Neste sentido, garantiu Lei de Promoções e da Média Salarial para a polícia militar e ampliou número de concursos e gratificações na área.

Promesssas

Camilo tem priorizado promessas da segurança

Entre as principais questões prometidas pelo governador na campanha eleitoral, estão sendo priorizadas hoje pontos ligados à segurança. Além da criaçã o do batalhão de divisas, o governo tem, por exemplo, inaugurado diversos pelotões do Raio, tropa de elite da PM Ceará, no interior.

Prefeitura

Aliada, gestão RC tem buscado responsabilidade

Mesmo após tendo evitado o tema nas eleições de 2016, o prefeito de Fortaleza “puxou para si” responsabilidade com o tema da segurança no final de 2017. Entre as ações da Prefeitura, anunciou nova tropa armada da Guarda Municipal e a instalação de torres de segurança em praças.

Fonte: O POVO.

About the Author: Bené Fernandes

Radialista com mais de 25 anos de militância em Sobral(CE), e agora Jornalista Profissional, Registro- 01657 MTb - datado de 23/12/2004. Trabalha atualmente na Rádio Paraíso FM-101,1 Mhz, com o Programa FORRONEJO e em 2018 estreamos com o Programa A HORA DA NOTÍCIA, a partir das 12 hs. Participo ainda do Programa Alô Alô Zona Norte na Rádio Tupinambá de Sobral, com o quadro "moendo a notícia", onde faço comentários sobre os principais fatos da nossa política.

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