jun
22
2018

CEARÁ – Violência sem fim: assassinatos de mulheres no Ceará dobram em seis meses de 2018.

O número é assustador. Em apenas seis meses (incompletos) de 2018, nada menos que 234 mulheres já foram assassinadas no Ceará.

Em comparação com igual período do ano passado, a elevação nos índices de homicídios comuns, latrocínios (roubos seguidos de morte) e casos de feminicídios já atinge mais de 100 por cento. Entre as causas para esse aumento, segundo especialistas, o envolvimento cada vez mais crescente de mulheres, especialmente, jovens e adolescentes, no mundo do crime nas drogas. Some-se a isso, os casos passionais e as mortes provocadas pela guerra entre facções criminosas. Somente no mês de janeiro foram 56 mulheres assassinadas no estado.

MATANÇA QUE NÃO ACABA

Nos meses seguintes, o ritmo da matança continuou. Em fevereiro foram 42 vítimas. Em março, 46. Em abril, mais 33 mortes. Em maio, no mês das Mães e das Noivas, foram 35 mulheres assassinadas no estado. Já em junho, entre os dias 1º e 20, já foram contabilizados 22 crimes. Entre as vítimas de junho, estão oito mulheres mortas no intervalo de apenas três dias, no fim de semana passado. As histórias de cada crime são terríveis. Em Horizonte, na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF), um exemplo disso. Uma jovem de apenas 18 anos, foi executada, a tiros, quando amamentava seu filho, um bebê de poucas semanas de vida. Já em Tauá, a vítima foi uma idosa de 91 anos de idade, morta covardemente a pauladas pelo próprio bisneto, que exigia da bisavó dinheiro para comprar drogas. Neste último caso, o autor do crime já está preso. No primeiro, o fato ainda é investigado. Em ambos, no entanto, a marca da crueldade e da violência.

A MORTE DAS IRMÃS

Na guerra travada entre as facções criminosas, jovens garotas são arrastadas para as estatísticas criminais. Neste ano, cerca de 30 adolescentes (meninas com idades entre 12 e 17 anos) foram mortas por conta da rivalidade dessas quadrilhas. O primeiro assassinato registrado neste ano em Fortaleza aconteceu nos primeiros minutos do dia 1º de janeiro e teve como vítimas duas irmãs, ambas adolescentes (idades de 15 e 16 anos). Elas foram as primeiras vítimas femininas dessa guerra declarada entre criminosos ligados ao tráfico de drogas. Na Avenida Major Assis, no bairro Vila Velha, as irmãs Gabriela e Erilane Lima Costa tombaram com vários tiros. Aquilo era o prenúncio de que o ano seria marcado pela extrema violência contra as mulheres no Ceará. Após o duplo homicídio que vitimou as irmãs adolescentes, outras 342 mulheres foram também executadas. Algumas de forma cruel e horripilante, com cenas de decapitação ou esquartejamento. Muitos desses crimes ainda aguardam esclarecimento, com identificação e prisão dos algozes.

Fonte: Fernando Ribeiro.

About the Author: Bené Fernandes

Radialista com mais de 20 anos de militância em Sobral(CE), e agora Jornalista Profissional, Registro- 01657 MTb - datado de 23/12/2004. Trabalha atualmente nas Rádios Paraíso FM-101,1 Mhz, com o Programa FORRONEJO e na Rádio Coqueiros FM -95,3 Mhz, no Programa HORA DA NOTÍCIA. Participo do Programa Alô Alô Zona Norte na Rádio Tupinambá AM de Sobral, com o quadro "moendo a notícia", onde faço comentários sobre os principais fatos da nossa política.

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