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17
2025

CEARÁ – Cid sai em defesa de Júnior Mano e insinua que STF atende a interesses políticos

O senador Cid Gomes (PSB) convocou, na noite de ontem (16), uma coletiva no Comitê de Imprensa da Assembleia Legislativa do Ceará (Alece), para expor seis razões pelas quais ele acredita que o deputado federal Júnior Mano (PSB) está sendo vítima de uma injustiça. O deputado é investigado por supostamente desviar recursos de suas emendas parlamentares destinadas a prefeituras cearenses.

Cid alegou que o processo que resultou na Operação Under, que cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços ligados a Júnior Mano, seria baseado apenas em depoimentos da ex-prefeita de Canindé, Rozário Ximenes (Republicanos), derrotada ao tentar a reeleição no município.

“A prova, muitas vezes testemunhal, que é exatamente o caso aqui, é um testemunho, não tem papel. Por favor, procurem ver o processo. Veja se tem um papel que possa vincular o nome do deputado Mano a um esquema de ganhos financeiros com distribuição de emendas parlamentares”, criticou Cid.

As denúncias da ex-gestora deram início às investigações acerca do esquema. As acusações de Rozário miravam o prefeito de Canindé, Jardel Sousa (PSB), e o prefeito cassado e foragido de Choró, Bebeto Queiroz (PSB). O caso foi parar no Supremo Tribunal Federal (STF) após chegar ao nome do deputado federal Júnior Mano, que tem foro privilegiado. O ministro Gilmar Mendes é o relator do processo.

Segundo Cid, as denúncias da ex-prefeita teriam encontrado eco nos interesses de outros políticos da base do governador do Ceará, Elmano de Freitas (PT), que miram uma vaga no Senado, em 2026.

“Naturalmente aí confluem um milhão de interesses. Vocês mesmo sabem quantos pretendem a vaga de senador no Ceará. Tem um que não, eu. Quantos outros pretendem? Será que enxergam no Júnior Mano um amigo, um aliado? Certamente, não. Enxergam nele um oponente e tudo o que puderem fazer, insinuar, mentir, vão fazer”, defendeu o senador.

A lista de pretendentes ao Senado na base do governador inclui os deputados federais Eunício Oliveira (MDB) e José Guimarães (PT) – que também foram citados na investigação contra Júnior Mano – o empresário Chiquinho Feitosa, presidente do Republicanos no Ceará; a deputada federal Luizianne Lins (PT); o secretário Chagas Vieira (Casa Civil), entre outros.

O senador anunciou, em fevereiro, seu apoio a Júnior Mano para o Senado em 2026 e que não disputará reeleição. “Eu não quero aqui precipitar a discussão eleitoral. De maneira nenhuma, nunca fiz isso. Eu apenas tornei público, porque me senti na obrigação de um compromisso meu com ele. E o compromisso meu com ele é simples: se o PSB tiver um lugar, eu defenderei que seja ele na chapa majoritária. Simples assim”.

Cid Gomes ainda insinuou que as decisões do ministro Gilmar Mendes sobre o caso teriam interesses políticos. O magistrado é casado com a advogada Guiomar Mendes, que tem ligações com a política cearense e atua profissionalmente, no Direito, com o meio político. “Assim, se os familiares não tivessem relação com a política, mas tem. Tem. Não é razoável”.

“Em função de algumas ilações que são feitas, ele, a meu juízo, deveria entregar o caso para outra pessoa. Sinceramente, assim, eu estou falando sinceramente, tá certo? Então, não quero fazer aqui denúncia contra ninguém, mas todo mundo identifica uma ligação do ministro Gilmar Mendes aqui com a política do Ceará. Isso, a meu juízo, recomendaria que ele passasse para outro ministro o processo. Era o que eu faria.”, disse Cid.

Na coletiva, Cid falou ladeado por outros deputados estaduais do PSB, como o presidente da Alece, Romeu Aldigueri, Salmito Filho, Sérgio Aguiar, Guilherme Bismarck, Tin Gomes e a secretária das Mulheres, Lia Gomes, sua irmã.

Intuição
Além da “lógica”, da perseguição política e da “falibilidade” do Judiciário, outra razão apresentada em defesa da inocência do aliado por Cid foi a sua “intuição”. O senador alegou que durante seus mais de 50 anos no meio político, ele conheceu diversas pessoas e teria desenvolvido uma “intuição”
“Eu já devo ter convivido com 5 mil pessoas na política, 5 mil pessoas de falar, ver, ter contato com relativa frequência, com certeza sim. Dessas 5 mil pessoas, eu me enganei com cinco. Isso está na casa dos milésimos de erro. Portanto, é algo absoluto, completamente razoável enquanto tese, o que me faz continuar crendo na minha intuição. A minha intuição diz que o Júnior Mano é uma pessoa do bem”.

Investigações no PSB

Questionado sobre os movimentos do PSB em relação a seus membros sob investigação e já condenados, como é o caso de Bebeto Queiroz, Cid disse defender a expulsão de qualquer um que seja “condenado”, mas disse já ter “experiência demais” para ser convencido por uma denúncia.

“Tem bons profissionais e maus profissionais em todo lugar, certo? O que o meu partido está fazendo, é claro, ele não tinha um Conselho de Ética, porque era uma comissão provisória. Agora, formou um Conselho. Mesmo assim, tinha tido o cuidado de fazer uma comissão para analisar. Ninguém pode acusar as pessoas sem prova, não. Não pode punir as pessoas sem prova. Quem tem capacidade de investigar é a polícia”, afirmou o senador.

About the Author: Bené Fernandes

Radialista com mais de 25 anos de militância em Sobral(CE), e agora Jornalista Profissional, sob o Registro- 01657 MTb - datado de 23/12/2004. Trabalho atualmente na Rádio Paraíso FM-101,1 Mhz, onde apresento o Programa HORA DA NOTÍCIA - no horário de 11hs ás 13 horas. Nas tardes da Paraíso FM levo alegria de descontração no Programa FORRONEJO de 15hs ás 17 horas. Se ligue com a gente e venha curtir o melhor da informação e do entretenimento musical.

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