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CEARÁ – Presidente Lula visita ao Ceará em meio a crise na base aliada para definição de candidatura em 2026
Em sua 11ª visita ao Ceará, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) desembarca no Estado em meio a um cenário de tensão interna no Partido dos Trabalhadores sobre a definição das candidaturas para as eleições de 2026.
Embora a agenda oficial inclua compromissos administrativos — como visitas ao novo campus do ITA e a cerimônia que celebra os 2 anos do Programa Pé-de-Meia —, o plano de fundo político expõe um PT pressionado internamente e por aliados.
A seis meses do pleito eleitoral, o presidente tem sua candidatura à reeleição tratada como consenso no plano nacional. No entanto, no Ceará, o partido enfrenta dificuldades para organizar a própria estratégia, especialmente na disputa pelo Senado e na montagem das chapas proporcionais.
Disputa por chapas amplia tensão interna
No caso das articulações para a disputa das cadeiras na Assembleia Legislativa do Ceará (Alece) e da Câmara dos Deputados, algumas alas da legenda no Estado têm enfrentado atritos internos, inclusive com recados públicos de algumas lideranças.
Na semana passada, o líder do Governo Lula na Câmara, o deputado federal José Guimarães, adotou um tom duro ao tratar do tema e rechaçou a ideia de que o PT possa absorver candidaturas que prejudiquem quadros históricos da legenda.
“O PT não é barriga de aluguel de ninguém. O dono do PT é nossa aguerrida militância espalhada pelo país inteiro. Nossas chapas de deputados federais e estaduais, anunciaremos na próxima semana. Não vamos aceitar ninguém no PT que prejudique nossos parlamentares que ao longo dos anos se dedicaram à construção do PT e na defesa sem vacilação do governo do presidente. Não houve nenhum acordo com nossa direção para trazer ninguém para o PT”, declarou em publicação nas redes sociais.
No mesmo sentido, o deputado estadual De Assis Diniz (PT) reforçou que a montagem das candidaturas será conduzida exclusivamente pela direção partidária. “Quem monta a chapa do PT é o PT. Não vamos permitir que quem não é do partido venha definir o que o PT pensa”, disse.
Nos bastidores, a disputa envolve também o cálculo eleitoral. Parlamentares temem perda de espaço diante do coeficiente eleitoral, o que pode afetar especialmente nomes como as deputadas estaduais Larissa Gaspar e Juliana Lucena, que vêm sendo cotadas em outras siglas.
Ao mesmo tempo, há movimentações dentro da federação partidária. O deputado João Jaime já se filiou ao PV, que integra a federação com o PT. Nessa equação, um dos pontos mais delicados envolve a atração desses novos nomes e ainda evitar conflitos entre partidos aliados, como PSB, Republicanos, PSD e MDB, que também buscam ampliar suas bancadas.
Fonte: Diário do Nordeste.
Postado por Bené Fernandes







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