24
2026
CEARÁ – FACÇÃO desviou mais de 7 milhões dos cofres públicos de prefeituras do Ceará.
CRIMES OCORRERAM ENTRE 2015 E 2017
O Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE) denunciou 38 pessoas acusadas de integrar uma organização criminosa suspeita de desviar recursos públicos nos municípios de Chaval, Ibicuitinga, Itarema, Itaitinga, Itapiúna, Jijoca de Jericoacoara, Pentecoste e Tejuçuoca.
O grupo criminoso teria desviado cerca de R$ 7,7 milhões entre 2015 e 2017, por meio de processos licitatórios irregulares.
Os denunciados vão responder pelos crimes de peculato, fraude em licitação e lavagem de dinheiro.
A investigação conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) aponta que a facção criminosa era composta por três núcleos:
Político/administrativo: formado por agentes públicos que facilitavam o acesso das empresas às prefeituras e câmaras municipais. Eles favoreciam as licitações para as empresas do esquema e autorizavam pagamentos irregulares.
Empresarial: composto por empresas, algumas de fachada, que simulavam concorrência nas licitações para dar aparência de legalidade aos processos.
Operacional: formado por “laranjas” que emprestavam contas bancárias para receber o dinheiro desviado, ajudando a ocultar a origem dos recursos, em troca de uma porcentagem.
A organização criminosa usava empresas de consultoria contábil para assumir o controle dos setores financeiros de órgãos públicos.
Depois de se instalar, os integrantes forjavam a prestação de serviços, registrando pagamentos a pessoas físicas ligadas ao esquema, pelas mesmas atividades que deveriam ser executadas pelas empresas vencedoras das licitações irregulares.
O dinheiro era enviado diretamente para os “laranjas”, sem qualquer registro ou comunicação aos órgãos de controle. Em alguns casos, as contas dos investigados funcionavam como um “caixa rápido”, com retiradas constantes logo após os depósitos de verbas públicas.
O Ministério Público também solicitou à Justiça que os acusados sejam condenados a pagar um valor mínimo para reparar os danos causados aos cofres dos municípios. O processo tramita em sigilo.
Fonte: Jornal Jangadeiro
Postado por Bené Fernandes







Tel: (88) 3611-4536

