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2025
CEARÁ – Ceará investiga novos possíveis casos de gripe aviária
O Ceará mantém em investigação três notificações de possíveis casos de gripe aviária, conforme dados atualizados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). Embora um caso em Salitre tenha sido descartado na semana passada, novas suspeitas surgiram em Icapuí, onde uma ave migratória foi encontrada morta em área residencial, e em Quixadá, com relatos de aves de criação em uma comunidade rural. As amostras foram encaminhadas para análise laboratorial, e a Agência de Defesa Agropecuária do Ceará (Adagri) acompanha a situação em coordenação com o governo federal.
O estado ainda não registrou confirmações da doença, mas as notificações mantêm o alerta entre produtores e autoridades. O Ceará integra a lista de sete estados brasileiros com casos suspeitos em análise, enquanto outros sete já tiveram suspeitas descartadas após exames laboratoriais. O governo federal confirmou nesta semana um caso suspeito de gripe aviária em um abatedouro de aves em Aguiarnópolis, no Tocantins. Enquanto isso, uma investigação em granja de Ipumirim (SC) foi descartada após análises laboratoriais. Os casos registrados em Castelo (ES), Jaguari (RS) e Porto Alegre (RS) também tiveram resultados negativos para a doença.
Atualmente, permanecem sob análise os municípios de Canoas (RS), Armação de Búzios (RJ), Mateus Leme (MG), Belo Horizonte (MG), Ilhéus (BA) e Icapuí (CE), além de investigações em Triunfo (RS), Aurelino Leal (BA), Eldorado do Carajás (PA) e Quixadá (CE). O Mapa destaca que desde maio de 2023, quando foi detectado o primeiro caso em ave silvestre, o Brasil já realizou mais de 2,5 mil investigações de suspeitas de gripe aviária. O Mapa ressalta ainda que esse tipo de investigação faz parte da rotina do sistema de defesa agropecuária brasileiro, lembrando que a gripe aviária é uma doença de notificação obrigatória imediata.
Situação nacional
O Brasil já conta com três focos confirmados de influenza aviária, todos em aves não comerciais: dois no Rio Grande do Sul (um em zoológico e outro em propriedade comercial em vazio sanitário) e um em Minas Gerais (aves ornamentais em sítio particular). O governo mineiro decretou emergência sanitária animal por 90 dias após a confirmação.
O avanço da doença fez 41 mercados internacionais imporem restrições à carne avícola brasileira. A China, maior compradora da proteína brasileira, está entre os que vetaram temporariamente a importação.
O Mapa divulgou na última sexta-feira (23) a lista atualizada de países que adotaram medidas em relação à comercialização de aves do Brasil.
Dos países que adotaram suspensão total das exportações de carne de aves do Brasil: China, União Europeia, México, Iraque, Coreia do Sul, Chile, Filipinas, África do Sul, Jordânia, Peru, Canadá, República Dominicana, Uruguai, Malásia, Argentina, Timor-Leste, Marrocos, Bolívia, Sri Lanka e Paquistão.
Entre os países que adotaram a suspensão de aves apenas oriundas do Estado do Rio Grande do Sul: Arábia Saudita, Turquia, Reino Unido, Bahrein, Cuba, Macedônia, Montenegro, Cazaquistão, Bósnia e Herzegovina, Tajiquistão e Ucrânia. (Rússia, Bielorrússia, Armênia e Quirguistão decidiram retirar a suspensão de todo o país e reduziram a restrição geográfica para o estado do Rio Grande do Sul).
Já os países com suspensão para o município de Montenegro (RS): Emirados Árabes Unidos e Japão.
Até o momento, o Ministério da Agricultura reforça que os casos confirmados não atingiram granjas comerciais e que o consumo de carne e ovos permanece seguro.
Por Hyago Felix/ O Estado CE
Postado por Bené Fernandes







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